A retomada da tão conhecida tecnologia 3D ganhou vigor nos últimos anos: cinemas, games, televisões, câmeras fotográficas e filmadoras já dispõe da qualidade de reproduzir os divertidos efeitos 3D. O mercado está amplamente aberto a esse recomeço e às novas tecnologias. O entretenimento que o 3D produz vem encorajando novos investimentos e pesquisas na área, para torná-lo mais eficiente e prático.

A indústria dos games está à frente nas pesquisas na área e é responsável pela disseminação da tecnologia para outros produtos do cotidiano, segundo Rodolfo Calabrezi, proprietário da Quantix Games, desenvolvedora de jogos e simuladores sediada em São Paulo.

A complexidade de tratar e de explorar uma imagem em 3D é notória, a propriedade e qualidade de uma imagem necessita de equipamentos adequados para sintentizar e renderizar a imagem, estes cada vez mais sofisticados. Inicialmente criada em 2D, a imagem passa para 3D e, então, surge o desafio de projetar uma imagem com profundidade, ainda que não palpável, em uma tela sem profundidade.


3D nos games

Para Calabrezi, reproduzir imagens 3D nos videogames traz desafios diversos que a cada dia se tornam menos complexos, graças a ferramentas mais avançadas e acessíveis a desenvolvedores amadores ou profissionais. “Antigamente estas ferramentas, a que chamamos no mercado de engines, eram apenas licenciadas por publicadoras devido ao alto custo. Quando trabalhei na Eleven Cells uma empresa de desenvolvimento de jogos, em 2005, tínhamos a licença de um engine que custava algo em torno de US$ 100 mil justamente para não perder tempo nestes passos. Hoje, você tem acesso praticamente gratuito a engines que custavam cerca de US$ 1,5 milhão”.

Quando o assunto é com os desenvolvedores, a história muda da cabeça aos pés. Simuladores industrias específicos e desenvolvedores de games que usam plataformas que não suportam tais ferramentas, como o Xbox Live Indie Games, passam por um processo mais elaborado.

É preciso usar um software particular para esta tarefa, como o 3DMAX, Maya, Softimage, Lightwave ou Blender, para modelar o objeto em três dimensões. De modo geral, o processo é o seguinte: desenho conceitual, mockup (uma espécie de maquete em tamanho real do desenho, se necessário), modelagem 3D em tesselagem alta, otimização da malha para um número aceitável de triângulos dependendo da aplicação, geração e mapeamento de textura, texturização e pintura. Depois, é preciso fazer um processo de modelagem orgânica da peça.

Futuro do 3D

A vida em sociedade mudou, o mundo virtual mudou bastante, e a tecnologia 3D precisa acompanhar esse quadro evolutivo, para firmar-se.  Não bastam mais produtos desconfortáveis e que não propiciem momentos realmente agradáveis. O 3D  deve provocar e encantar para ter a sua devida aceitação, levando para o mundo virtual sensações e, principalmente, visualizações semelhantes à vida real.

Para a consolidação de produtos 3D no mercado, deverá haver uma forte iniciativa no que diz respeito à evolução tecnológica e à capacidade criativa das empresas. A estagnação ou ascensão de qualquer produto, seja 3D ou não, depende muito de como a empresa lida com o processo criativo e de como traz alternativas para o usuário, para que produtos não deixem de ser atraentes. O 3D deve nos oferecer um algo a mais, uma percepção diferente, melhorada.

A torcida é pela qualidade na oferta de produtos 3D, tanto nos videogames, televisores, cinemas e nos futuros aparelhos que viram com a tecnologia 3D.

(Via Terra)